Rádio do Trabalhador – Música, interação e programação ao vivo 🎵 Rádio do Trabalhador – Peça músicas ao vivo Rádio do Trabalhador – Rádio online ao vivo Player
Tocando Agora
Carregando...
UM EFAPAINORESTAURANTE D'GUSTOS
Rádio do Trabalhador

Conta de luz pesa mais no bolso dos brasileiros do que em 77 países, mostra levantamento

Conta de luz pesa mais no bolso dos brasileiros do que em 77 países, mostra levantamento

Pesquisa expõe como taxas e repasses federais encarecem o boleto de energia; mudança em pauta no Congresso libera a escolha do fornecedor para moradores de todo o país. - Foto: Divulgação

O custo da energia elétrica no Brasil pesa no orçamento das famílias e empresas e apresenta um cenário desfavorável quando comparado ao poder de compra da população de outros países. É o que aponta um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP), elaborado pelo economista Daniel Duque.

A pesquisa analisou a relação entre o preço da eletricidade e o poder de compra em 138 países. Segundo o levantamento, o Brasil apresenta uma situação menos favorável que a de 77 nações.

O resultado está relacionado, entre outros fatores, ao conjunto de tributos, encargos, subsídios e custos de transmissão incorporados à conta de luz.

Como é formada a conta de energia

De acordo com o levantamento, menos da metade do valor pago pelo consumidor corresponde diretamente à energia utilizada.

O custo da geração de energia representa 30,4% da fatura. A maior parcela restante está relacionada à distribuição, que corresponde a 26,1%.

 

Os impostos e tributos representam 18,1% do valor, enquanto os encargos setoriais e subsídios respondem por 15,2%. Já o sistema de transmissão representa 10,1%.

Com a soma dessas parcelas, o preço do quilowatt-hora brasileiro chega a US$ 0,357, conforme os dados apresentados pelo estudo.

O levantamento aponta que o valor é superior ao observado em países como China e Canadá, considerando a relação entre o custo da energia e o poder de compra da população.

Fontes renováveis não eliminam os encargos

O Brasil possui uma matriz elétrica com forte participação de fontes renováveis, mas isso não significa que o consumidor esteja livre de cobranças adicionais.

Taxas, encargos e subsídios previstos na legislação e no modelo regulatório do setor são incorporados à tarifa final. Dessa forma, parte da eficiência obtida na geração de energia acaba sendo acompanhada por outros custos que chegam ao consumidor.

O resultado é uma conta de luz composta por diferentes elementos além do valor da eletricidade efetivamente consumida.

Proposta prevê maior liberdade para escolher fornecedor

O cenário também tem motivado discussões e projetos de lei no Congresso Nacional que propõem mudanças na estrutura do mercado de energia elétrica.

Uma das propostas é ampliar a possibilidade de consumidores escolherem de quem comprar a energia, reduzindo a obrigatoriedade de contratação junto à concessionária local.

A mudança não significaria o fim das distribuidoras. A infraestrutura física utilizada para levar a eletricidade até residências e empresas, como postes e redes, continuaria sob responsabilidade das empresas responsáveis pela distribuição em cada região.

Como funcionaria o modelo

Escolha do fornecedor: consumidores residenciais e comerciais poderiam contratar energia diretamente de geradoras ou comercializadoras.

Uso da rede: a distribuidora continuaria responsável pela infraestrutura necessária para entregar a energia.

Redução de encargos: as propostas também discutem a diminuição de determinados repasses, como os relacionados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Concorrência: a possibilidade de escolher fornecedores aumentaria a competição no mercado.

Possível redução na conta

A combinação entre maior concorrência e redução de encargos é apontada como um dos caminhos para diminuir o valor pago pelos consumidores.

As estimativas apresentadas no debate sobre a mudança indicam que a conta de energia poderia ter redução de até 32% nos próximos anos, dependendo da implementação das medidas e da redução efetiva dos custos que hoje compõem a tarifa.

A mudança, porém, depende da aprovação e regulamentação das propostas discutidas no Congresso e da forma como o novo modelo será aplicado.

 

Fonte: WH3 com NSC

Comentários

Comentário enviado com sucesso!
Carregando comentários...
ART - CONSULTORIA E SEGURANÇA DO TRABALHOSEEACTCANAL MAIS FUTEBOLSTIMMMEEfapi 1000 grau