Semana de Saúde Mental promove atividades para adolescentes e servidores em Chapecó e regiões de SC
Programação do TJSC reuniu palestras, rodas de conversa e oficinas sobre emoções, autocuidado, prevenção ao uso de drogas e projetos de vida
Foto: Reprodução/TJSC
A 1ª Semana de Saúde Mental no Sistema Socioeducativo mobilizou unidades de diferentes regiões de Santa Catarina com atividades voltadas a adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e aos profissionais que trabalham nesses espaços.
A iniciativa foi realizada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Prisional e Socioeducativo (GMF). A programação incluiu palestras, oficinas e rodas de conversa sobre saúde mental, autoconhecimento, autoestima, relações interpessoais, cidadania, pertencimento social e prevenção ao uso de álcool e outras drogas. No Oeste catarinense, as ações ocorreram em Chapecó e São Miguel do Oeste.
As atividades buscaram criar espaços de escuta e reflexão para que os adolescentes pudessem compreender melhor as próprias emoções e desenvolver estratégias para lidar com situações de conflito e estresse.
A programação também envolveu profissionais das unidades, com ações direcionadas ao cuidado com a saúde mental dos servidores. Além do Oeste, foram realizadas atividades nas regiões Serrana, Norte e Sul de Santa Catarina.
No Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) e no Centro de Internação Feminino (CIF) de Chapecó, os adolescentes participaram de uma palestra sobre reconhecimento das emoções e práticas de autocuidado.
Entre os assuntos abordados estiveram a identificação dos próprios estados emocionais, estratégias para lidar com conflitos e situações de estresse, relação entre emoções e comportamento e influência dos sentimentos na tomada de decisões.
Também foram discutidas práticas de autocuidado, fatores de proteção e construção de projetos de vida.
A palestra foi conduzida por Camila Lorenzoni e Ellen de Oliveira Alves em dois dias e em diferentes turnos, permitindo a participação dos internos.
Os servidores do Case Chapecó também tiveram uma atividade voltada especificamente à saúde mental. A ação foi conduzida pela psicóloga Jaqueline Carla, do Programa de Apoio aos Servidores (PAS), coordenado pela Gerência de Gestão de Pessoas (Gepes) da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI). A proposta foi ampliar o cuidado também para os profissionais que atuam diretamente no atendimento aos adolescentes.
No Case de São Miguel do Oeste, os adolescentes participaram de uma roda de conversa conduzida pela psicóloga Gisele Schneider. A atividade abordou temas relacionados à saúde mental e foi complementada por práticas integrativas e atividades físicas. O projeto Vivência de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) ofereceu auriculoterapia e ioga. Também foram realizados exercícios físicos e alongamentos conduzidos pelo enfermeiro Julio Vian e pelo educador físico municipal João Villa.
Na Serra, as atividades ocorreram no Centro de Atendimento Socioeducativo Regional (Caser) de Lages, na Casa de Semiliberdade e no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Curitibanos.
Em Lages, uma roda de conversa com o psicólogo Paulo Zulmar Panatta tratou de controle da raiva, resolução de conflitos, respeito e convivência social.
No Norte, Joinville recebeu ações no Case, com palestras e capacitações sobre autocuidado, regulação emocional e estratégias de cuidado. Também houve atividades com o Caps II e uma roda de conversa da Defensoria Pública com os adolescentes.
Na região Sul, o Casep de Tubarão realizou oficinas sobre autoconhecimento e transformação. Em Criciúma, a Casa de Semiliberdade promoveu atividades sobre saúde mental, autocuidado, emoções, relações interpessoais e perspectivas para o futuro.
A proposta é ampliar o cuidado com a saúde mental dentro das unidades e contribuir para o processo de ressocialização dos adolescentes.
As atividades também procuram fortalecer vínculos, estimular a busca por apoio diante de situações de sofrimento e ajudar os jovens a desenvolver novas perspectivas para o futuro.
Para os profissionais envolvidos na iniciativa, o cuidado emocional faz parte de uma abordagem socioeducativa que vai além do cumprimento da medida e busca contribuir para a construção de projetos de vida e para a prevenção de novos conflitos com a lei.
Fonte: ClicRDC








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